BLOG DO GUERREIRO


O que pode ser pior?

Não sei o que é pior: o Náutico tomar uma virada em casa do São Paulo, de 2x1, ou ter de suportar todo o time e a comissão técnica tricolor dentro de um Airbus A321 da TAM, com direção a São Paulo. Foi a minha experiência após a incrível derrota do Timbu na última quarta-feira, em jogo isolado do Brasileirão, nos Aflitos. Em trânsito para Goiânia (GO), onde participo de um evento exclusivo para jornalistas, encontrei a turma tricolor.

Bruno Mineiro abriu o placar. Hernanes cobrou uma falta que desviou na zaga e enganou o bom goleiro Glédson, deixando a partida em 1x1. Mas o que não podia acontecer era o Náutico ter perdido um pênalti, aliás, cobrado pelo próprio Mineiro e defendido por Bosco, como o próprio fato de não ter ampliado quando teve a superioridade numérica em campo. Foi muita incompetência.

A Creche Tricolor embarcou municiada cada qual de seu joguinho eletrônico portátil e com uma cara de felicidade estampada no rosto. Eles faziam piadas entre si e jogavam alguma espécie de game em rede wireless.

Na etapa final o São Paulo não ligou muito para os desfalques advindos das ausências em razão dos cartões. Foi para cima, sem hesitar, e teve toda a sua ousadia recompensada.

Agora o Náutico, com as expulsões e amarelos no jogo, não poderá utilizar os cinco atletas diante do Internacional. 

NÁUTICO: Glédson; Vagner (Élton), Cláudio Luiz e Márcio; Patrick (Tuta), Derley, Aílton, Irênio (Mariano Torres) e Michel; Carlinhos Bala e Bruno Mineiro. Técnico: Geninho

SÃO PAULO: Bosco; Renato Silva (Hugo), André Dias e Miranda; Jean, Richarlyson, Hernanes, Jorge Wagner e Junior Cesar; Borges (Rodrigo) e Marlos (Oscar). Técnico: Ricardo Gomes

Local: Estádio dos Aflitos, no Recife. Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL). Assistentes: Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa/RJ) e Otávio Corrêa Neto (AL). Gols: Bruno Mineiro, aos 7 minutos do 1º T, Hernanes, aos 13 minutos do 2º tempo; e Hugo; aos 43 minutos do 2º tempo. Cartões amarelos: Vagner, Júnior César, Richarlyson, Derley, Renato Silva, Cláudio Luiz, Márcio, Carlinhos Bala, Hugo, Miranda, Jorge Wagner. Expulsões: Júnior César, Richarllyson, Cláudio Luiz e Michel. Público e renda: não-divulgados.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 18h26 [] [envie esta mensagem] []






Sport vence Ramalhão com futebol mequetrefe

O Sport ganhou do Santo André, é verdade, mas com um futebol que não foi assim nenhuma brastemp. O time rubro-negro bateu o Ramalhão, por 2x1, mas continuou abusando de perder gols, o que explica em parte a sua péssima campanha na Série A. O primeiro gol, num chute de Arce, normalmente, iria para fora, não fosse a presença de um jogador do time paulista, no qual a bola bateu e desviou, traindo o goleiro Neneca. Coube ao contestado Vandinho marcar o gol da vitória, mesmo com uma atuação ruim. A próxima partida será diante do Grêmio, no Olímpico, em Porto Alegre.

Com o resultado, o Sport foi a 23 pontos e permanece à frente apenas do Fluminense, o lanterna da competição.

No duelo de concorrentes diretos, o Sport saiu na frente. Dutra cruzou da esquerda, aos 21, e Arce emendou. A bola bateu num defensor e enganou o goleiro Neneca. Aos 23, uma prova de que às vezes o jogador não pensa como uma pessoa normal. Fininho, de costas para o gol, inventou de meter o calcanhar na bola. Se virasse, de frente, as chances de acerto seriam bem maiores. Resultado: perdeu uma chance claríssima de gol, após a intervenção de Cesinha. O mesmo Fininho também acertou um balaço no travessão.

 Aos 33, o Santo André reagiu. Após o cruzamento de Júnior Dutra, Rodrigo Fabri mergulhou num peixinho e mandou uma cabeçada, igualando a contagem: 1x1.

Vandinho, até então apagado, mandou uma bomba de pé esquerdo, aos 23. Neneca ainda tocou na bola, mas ela entrou. E a torcida rubro-negra respirou aliviada.

O goleiro Magrão, como sempre, salvou algumas bolas importantes na defesa rubro-negra. No final houve quem ainda criticasse Péricles Chamusca, pois o mesmo tirou Dutra de campo, levando Fininho para a lateral esquerda.

FICHA

SPORT: Magrão; Moacir, Igor, César e Dutra (Adriano Pimenta); Hamilton, Andrade, Fininho e Luciano Henrique (Juliano); Vandinho (Lincon) e Juan Arce. Técnico: Péricles Chamusca.

SANTO ANDRÉ: Neneca; Cesinha, Marcel e Gustavo Nery; Rômulo (Leandrinho), Fernando, Júnior Dutra (Osni), Rodrigo Fabri (Eduardo Ratinho) e Ávine; Pablo Escobar e Nunes. Técnico: Sérgio Soares.

Local: Ilha do Retiro, no Recife. Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (SC). Assistentes: Marco Antônio Martins (SC) e Griselildo Dantas (PB). Gols: Arce, aos 22 minutos do 1º T; Rodrigo Fabri, aos 34 minutos do 1º T) e Vandinho, aos 23 minutos do 2º. Cartões amarelos: Pablo Escobar, Arce, Igor, Rodrigo Fabri e Fernando. Renda: R$ 69.620,00. Público: 17.625 (total).

  

 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 18h15 [] [envie esta mensagem] []






FICOU NO LUCRO - Náutico esquece futebol no Recife e Coxa só faz dois

É fácil comentar a derrota do Náutico, por 2x0, no Couto Pereira. O Alvirrubro não jogou absolutamente nada. Apenas assistiu à evolução do Coritiba e de seu principal jogador, Marcelinho Paraíba. É simplesmente inadmissível uma postura medíocre como essa numa equipe que luta contra o rebaixamento para a Segunda Divisão. Faltou raça, vontade, além obviamente de organização tática e - por que não dizer? - técnica. Isso para não entrar no mérito da escalação equivocada do técnico Geninho. A prova é que o ataque foi inofensivo, a exeção de um único chute de Bruno Mineiro. Pouquíssimo. Isso teve muito a ver com a fragilidade dos laterais: Anderson Santana, muito mal, e Aílton, improvisado, tão ruim quanto o seu companheiro.

O resultado - ainda bem - terminou com apenas dois gols sofridos. Isso porque o Timbu passou de levar uma goleada histórica, haja visto que houve um gol legítimo não assinalado pela arbitragem, além de um pênalti desperdiçado, ambos pelos pés do próprio Paraíba, o Marcelinho.

Rômulo marcou o primeiro do Coxa, aos 32 minutos da fase inicial, numa bobeira geral da zaga alvirrubra, que deixou o jogador totalmente livre e, para piorar, de frente para Glédson. O próprio Marcelinho, recebendo cruzamento do ex-alvirrubro Thiago Gentil, definiu a contagem em 2x0.

No final do jogo, Geninho criticou a postura do time. Não consegui entender esse gesto, pois foi ele próprio quem escalou. De forma errada, por sinal.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 03h02 [] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 





BRASIL, Nordeste, RECIFE, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English





 
 




UOL - O melhor conteúdo
 
 

Dê uma nota para meu blog