Blog do Guerreiro


Quem será o novo técnico do Santa Cruz?

O Santa Cruz anda atrás de um nome para ser o treinador da equipe. É uma decisão importantíssima, parte considerável do planejamento dependerá disso. Falou-se, inclusive, em Caio Júnior, que está no Japão. A notícia é de bastidores. Particularmente, acho uma loucura, um nome completamente fora da realidade financeira do clube. Chega de administrar o Santa de forma irresponsável. Foi por coisas como essas que o Tricolor chegou na situação em que se encontra.

Muita gente anda dizendo que o técnico de agora, para a Copa Pernambuco, não deve ser o mesmo que comandará o time em 2010. Discordo. O novo profissional já deve ir sondando atletas, fazendo suas observações. Será importante. Além de Givanildo, que parece acertado com o Fortaleza, não me recordo de outro bom nome. Mas certamente, na impossibilidade de contar com Giva, tem de ser alguém com o perfil de um profissional que queira crescer junto com o Tricolor, fazer um trabalho gradativo, vindo lá de baixo, com muita paciência. Assim, a torcida irá apoiar o trabalho. Não tenho dúvidas.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 00h33 [] [envie esta mensagem] []






NEGOCIAÇÃO - Se desfazer de Gilmar é um erro, mas fazer o quê?

A notícia de que o Náutico irá se desfazer de Gilmar tem o efeito de uma bomba para a torcida alvirrubra. E por quê? O cara é o principal atacante do time, aliás, um dos artilheiros nacionais junto com Diego Tardelli, em 2009. Precisa dizer mais alguma coisa?

Na minha visão, sem Gilmar o Náutico perde 50% de sua força ofensiva. Desfazer-se dele para um clube da Segunda Divisão da França, por 1,2 milhão de euros (aproximadamente R$ 3,180 milhões), não me parece uma decisão muito inteligente. Não se consegue no mercado nacional - até mesmo porque não há disponível  - um atacante do mesmo nível. Portanto, é lamentável.

A questão é que isso passa pela vontade do jogador e ele próprio quer ir, por julgar que não pode desperdiçar a chance. Paciência! Fazer o quê?

Não tenho dúvidas de que, se esperasse um pouco mais, o Náutico e o jogador poderiam ser melhor recompensados do ponto de vista financeiro. O problema é que existe a janela e ela irá se fechar em breve. Enquanto os calendários não forem sincronizados, nós brasileiros sofreremos com este problema.

Repor com um atacante de qualidade será dificílimo, quase impossível. Assim o Náutico toma uma decisão como esta num momento crucial do campeonato, pela qual a diretoria, mais cedo ou mais tarde, será cobrada. 

 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 00h20 [] [envie esta mensagem] []






ELIMINAÇÃO - Tinha um Alecrim no caminho da Patativa

E o Central? A vitória de 1x0 sobre o Alecrim (RN) de nada valeu. A torcida acreditou e compareceu ao Luiz Lacerda, em Caruaru, mas o time não foi competente para fazer os três gols que precisava para se classificar no Brasileiro da Série D. Resultado: a Patativa deixa a competição sem perder um jogo sequer em seu reduto. O gol centralino foi marcado por Sidney, de cabeça, aos três minutos do primeiro tempo da partida. Ficam os parabéns ao técnico Adelmo Soares, que, mesmo com as conhecidas dificuldades, fez um bom trabalho na Capital do Agreste. Tanto que seu nome é lembrado, inclusive, para assumir o Santa Cruz.

Aliás, é bom que se diga, nesta partida especificamente, o Central lembrou muito o Tricolor. Pressionou, atacou o adversário, mas bola no fundo das redes que é bom, nada!



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 03h50 [] [envie esta mensagem] []






DERROTA - Apagão pior quem sofreu foi o Náutico, diante do Cruzeiro

Os piores apagões ocorridos no Mineirão não foram os dos refletores do estádio, que por duas vezes sofreram o problema. O pior apagão do Mineirão foi mesmo o da equipe dirigida por Geninho. Os 4x2 aplicados pelo Cruzeiro saíram barato diante do fraco futebol apresentado pelo Náutico. É inadmissível uma equipe jogar bem na partida anterior, quando venceu o então vice-líder Goiás, e apresentar um futebol medíocre, como o de ontem na capital mineira. O domínio da Raposa foi amplo durante a partida. Não houve um só intervalo de tempo que se possa falar em supremacia alvirrubra. O resultado - merecidíssimo, justo - manteve o Timbu em 17º lugar, com 21 pontos.

Levar um gol com 15 segundos não pode estar na lista de ninguém. Mas com o Náutico essas coisas acontecem. Wellington Paulista fez 1x0, de cabeça, após um cruzamento. Ele não sabia, mas a defesa do Náutico iria consagrá-lo na partida, tal qual havia feito com Val Baiano. Porém, logo na sequência, Gilmar cavou um pênalti e o árbitro "engoliu". Ele mesmo cobrou e coverteu: 1x1.

Aos 29 minutos, de fora da área, Fabrício mandou uma bola indefensável para Glédson, no ângulo, fazendo 2x1 para a equipe estrelada de Belo Horizonte. Pouco antes, Carlinhos Bala perdeu uma chance que poderia ter modificado a história do jogo. Ele entrou de frente com Fábio e não soube concluir.

Aos 34 minutos, Henrique invadiu a área e trombou com Vágner. O árbitro viu obstrução e, consequentemente, pênalti. Na cobrança, Wellington conferiu, fazendo 3x1 para a Raposa.

Depois das paralizações, em decorrência de problemas nos refletores, Aos 39 minutos, Guerrón (Lembram? É aquele mesmo da LDU) cruzou pela direita e, novamente, Wellington Paulista chegou para conferir, de cabeça, fazendo  4x1.

No apagar das luzes, Carlinhos Bala diminuiu o prejuízo, após receber um cruzamento de Michel, enganar o marcador, Fabrício, e colocou a bola no canto, fora do alcance de Fábio.

FICHA

CRUZEIRO: Fábio; Jancarlos, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Henrique, Fabrício, Marquinhos Paraná e Gilberto (Soares); Wellington Paulista e Thiago Ribeiro (Guerrón). Técnico: Adilson Batista.
 
NÁUTICO: Glédson; Patrick (Sidny), Vágner, Asprilla e Michel; Derley, Nílson (Rudnei(, Anderson Santana e Juliano (Acosta); Carlinhos Bala e Gilmar. Técnico: Geninho.
 
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Árbitro: Pablo dos Santos Alves (RJ). Assistentes: Émerson Augusto de Carvalho (SP/Fifa) e Marcelo Braz Mariano (RJ). Gols: Wellington Paulista, aos 15 segundos do 1° tempo; Fabrício, aos 29 minutos do 1° tempo, Wellington Paulista, aos 36 minutos do 1° tempo e Wellington Paulista, aos 39 minutos do 2º. Cartões amarelos: Gil, Derley, Vagner, Marquinhos Paraná, Nilson, Wellington Paulista e Carlinhos Bala. Renda e público: não-divulgados.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 03h38 [] [envie esta mensagem] []






VENCEU! - Até que enfim o Sport ganha uma, quem diria, em cima do Vitória

Contra o Vitória (BA), o Sport reencontrou o caminho da vitória. Parece um clichê. E é mesmo. Mas vale. Ganhar do rubro-negro baiano, por 2x0, foi importante para o Leão da Ilha reconquistar a confiança, a autoestima. Porém, é pouco se considerarmos o longo caminho que o time terá de percorrer para evitar um rebaixamento tido como certo até por muitos de seus torcedores.

Muita gente apontou o fato de o resultado ter sido construído através de dois lances originários de bola parada, ou seja, cobranças de faltas. Para mim, isso pouco importa. Depois de tirar um peso de não vencer há dez jogos, será natural que o time vá apresentando uma evolução. Positivo também o fato de ter deixado a lanterna para o Fluminense, que só empatou com o Barueri. A situação não melhorou tanto, mas psicologicamente tem um efeito. 

O primeiro gol da partida foi marcado pelo volante Andrade, aos 14 minutos, após cobrar uma falta em que a bola quicou no gramado na frente do goleiro Gléguer (ex-Náutico), que aceitou. Muitos consideraram com uma falha deste jogador. Logo na sequência, Arce poderia ter ampliado se tivesse aproveitado um passe de Dutra.

E foi de Dutra que surgiu o segundo gol leonino. Ele cobrou uma falta, em jogada ensaiada, e Fabiano apenas desviou para vencer novamente o goleiro Gléguer: 2x0.

Com Ramon e Neto Berola, na fase final, o Vitória, comandado por Vágner Mancini tentou reagir na etapa final. Aos 24, os jogadores do time baiano pediram pênalti - e foi - quando Berola invadiu a área e recebeu uma carga do goleiro Magrão. A última chance do Sport aconteceu numa tabela entre Dutra e Vandinho, mal concluída por Luciano Henrique. E não havia tempo para mais nada.

FICHA

SPORT: Magrão; Elder Granja (Juliano) , Igor, Durval e Dutra; Hamilton, Andrade; Fabiano (Sandro Goiano) e Luciano Henrique; Wílson e Arce (Vandinho). Técnico: Péricles Chamusca.

VITÓRIA: Gléguer; Apodi, Wallace, Anderson Martins e Leandro; Vanderson, Magal, Jackson (Ramon) e Leandro Domingues; Adriano (Bertola) e Roger (Leandrão). Técnico: Vágner Mancini.

Local: Ilha do Retiro, no Recife. Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Assistentes: Ednílson Corona (Fifa/SP) e Arnaldo Rodrigues de Souza (CE). Gols: Andrade, aos 14 do 1°; Fabiano, aos 31 do 1¹. Renda: R$ 67.960,00. Público: 17.064 (total)



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h39 [] [envie esta mensagem] []






UFA! - Náutico passa pelo Goiás e fica próximo de sair da zona

E o Náutico venceu o Goiás, por 2x0, nos Aflitos, em partida na qual o time alternou bons e maus momentos. A boa equipe do adversário deu trabalho, aliás, como era esperado. O time do Centro-Oeste tem um técnico - Hélio dos Anjos - que sabe tudo do futebol local, além de pelo menos três ex-atletas dos nossos clubes. Os 21 pontos não foram suficientes para livrar oTimbu da zona de rebaixamento.

O primeiro gol alvirrubro nasceu num lance de sorte, que é um componente do futebol, embora muita gente goste de criticá-lo. É preciso dizer que antes do gol, contudo, Michel já havia tentado surpreender o goleiro Harley. Numa de suas finalizações, a bola bateu no travessão e se chocou contra as costas do goleiro, que conseguiu se recuperar a tempo.

Aos 34 minutos, o próprio Michel manda a bola e tanto Rafael Tolói quanto o ex-alvirrubro Leandro falharam. Este último, inclusive, no afã de cortar, colocou a bola dentro da própria meta. Logo depois disso, Gilmar arriscou um chute de longe e Harley quase se atrapalhou com a bola. A primeira fase chegou ao fim com um bom chute de Felipe Menezes.

No segundo tempo, como o Goiás estava em desvantagem, partiu logo para cima. A opção era uma boa para os donos da casa, pois oferecia os contragolpes ao Timbu. O problema foi o sufoco que o Náutico levou devido à marcação ineficiente no meio-de-campo. Coordenado por Léo Lima, Bruno Meneghel e Felipe (outro ex-alvirrubro), o Periquito de Goiás, literalmente, se atirou para cima. As coisas melhoraram ainda mais com as expulsões de Gomes e Leandro Euzébio.

Aos 41, depois de uma boa jogada pela esquerda, a bola acabou sobrando para Anderson Lessa, que acabara de entrar no jogo, dentro na área. Ele teve calma e conseguiu desviar, mesmo prensado, do goleiro Harley, fazendo 2x0 no Goiás. Agora, o time pernambucano enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão.

FICHA

NÁUTICO: Glédson; Patrick (Sidny), Vágner, Asprilla e Michel; Nílson, Derley e Aílton (Anderson Lessa); Carlinhos Bala, Gilmar e Acosta (Márcio Garcia). Técnico: Geninho.

GOIÁS: Harley; Ernando, Rafael Tolói e Leandro Euzébio; Vítor (Douglas), Fernando (Bruno Meneghel), Gomes, Léo Lima e Júlio César (Zé Carlos); Felipe Menezes e Felipe. Técnico: Hélio dos Anjos.

Local: Aflitos. Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR/Fifa). Assistentes: Gílson Bento Coutinho (PR) e Griselildo de Souza Dantas (PB). Gols: Leandro Euzébio (contra), aos 34 do primeiro. Anderson Lessa, aos 41 do segundo. Cartões amarelos: Asprilla, Vítor, Douglas e Fernando. Expulsões: Leandro Euzébio e Gomes.

 

 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h53 [] [envie esta mensagem] []




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