Blog do Guerreiro


A dança dos técnicos começou cedo este ano

Vários técnicos foram demitidos após a última rodada. Além de Bittencourt, Vágner Mancini, do Santos, e o superado Parreira, do Fluminense. Dificilmente, um técnico sovreviveria a uma goleada como a sofrida pelo Santos. Contudo, considero Mancini um dos bons técnicos da nova safra. O próximo da lista, nesta dança dos técnicos, que começou cedo, poderá ser Tite, do Internacional. É só aguardar. E olha que já tem gente no aguardo. Alguém duvida que Muricy assuma o Colorado em caso de demissão? Outro que precisa se cuidar é o jovem técnico Silas, do Avaí, lanterna da competição.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 18h16 [] [envie esta mensagem] []






Sport passa apertado pelo Goiás e deixa a zona de rebaixamento

O Sport passou pelo Goiás, é verdade, mas não com a facilidade que os mais otimistas imaginavam. Nas atuais circunstâncias, 1x0, sobre o os goianos soa como uma verdadeira "goleada". E foi o que aconteceu no último domingo, na Ilha do Retiro. Imaginar que o Sport encontraria alguma facilidade contra um bom time, que tem o artilheiro da competição (Felipe) e um técnico (Hélio dos Anjos) que sabe tudo do futebol pernambucano, era coisa para alguém, no mínimo, tolo, inocente. Portanto, o gol de pênalti, convertido por Fabiano, representa um alívio mais que necessário para o time rubro-negro.

Graças a isso, o Leão deixou a incômoda zona de rebaixamento da Série A, com o complemento da 10ª rodada. Foi a primeira derrota do Goiás fora de seus domínios.

Vítor, bom lateral, assustou Magrão ao acertar o travessão, com a bola voltando antes da linhas. O mesmo Magrão fez, ao menos, uma defesa importante, justamente, nos pés do perigoso Felipe. O veterano Harley também fez, ao menos, duas boas defesas na partida, uma delas num chute de Vandinho.

O gol da vitória rubro-negra saiu quando o zagueiro Rafael Toloy colocou a mão na bola, na intenção de cortar um escanteio: pênalti. Fabiano cobrou bem, aos 17 minutos, sem chances de defesa para Harley.

FICHA

SPORT: Magrão; Élder Granja, Durval, Igor, Dutra, Dudé, Sandro Goiano, Cesar Lucena, Fabiano (Luciano Henrique), Ciro e Guto (Andrade).  Técnico: Emerson Leão

GOIÁS: Harlei; Rafael Tolói, Ernando, Leandro Euzébio, Vítor, Amaral, Ramalho, Felipe Menezes (Zé Carlos), Júlio César(Joel), Felipe e Iarley (Bruno Meneghel). Técnico: Hélio dos Anjos

Local: Ilha do Retiro, no Recife. Árbitro: Héber Roberto Lopes/PR. Gol: Fabiano (pênalti), aos 17 minutos do 1° tempo.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 17h42 [] [envie esta mensagem] []






O atual elenco do Náutico está em xeque

Não tenho procuração para defender Márcio Bittencourt. Aliás, não o tenho para defender ninguém. Porém, parece-me mais claro, a cada dia, que o ex-técnico do Náutico sofreu um boicote por parte de alguns jogadores. Quem iniciou esse movimento contaminou boa parte do grupo. Infelizmente, na cultura do futebol rege um mandamento segundo o qual o treinador é o primeiro a "pagar o pato", aconteça o que acontecer. É até lógico. Afinal, fica mais fácil demiti-lo, não é mesmo? Contudo, para os que não acreditam que é possível um elenco derrubar um técnico sugiro que comecem, desde já, a rever seus conceitos.

Não precisa ser nenhum gênio para constatar que a passagem dele (Márcio) pelos Aflitos, em termos de resultados, foi péssima. Perdeu todos os jogos em que esteve à frente do time. Conseguiu ser pior do que Pintado, que desde o ano passado ostentatava o pior retrospecto entre os últimos treinadores alvirrubros. Essa de culpá-lo porque deu algumas declarações, falando da qualidade do elenco, que isso teria desmotivado os jogadores é uma balela. Ele não criticou diretamente um jogador sequer em suas entevistas, diferentemente do que outros treinadores - do próprio Náutico - já fizeram tempos atrás. O problema é que alguns dirigentes do Náutico têm extrema dificuldade em encarar os problemas de frente, da maneira correta.

O Náutico tem em seu elenco atletas que gozam de certos "privilégios" absurdos. São os "intocáveis" ou os "imexíveis", plagiando o ex-ministro Antônio Magri. Podem falhar à vontade que não perdem posição, dão declarações como se fossem os próprios dirigentes, insulfam os companheiros ao mínimo atraso de pagamento e coisas do tipo. Alguns até têm vagas exclusivas para seus automóveis, segundo soube. E "aiii" de quem estacionar o carro no local "exclusivo" deles. Nada disso condiz com o que se convencionou chamar profissionalismo. Amigos, em resumo, o problema é esse: o Náutico chegou à Primeira Divisão, mas a mentalidade de Primeira Divisão não chegou ao Náutico. Está bem longe.

Agora, como num passe de mágica, todos estão felizes da vida com saída de Bittencourt e a chegada de Geninho, que indiscutivelmente é um bom treinador. Caro, caríssimo para os padrões locais, eu diria. Mas, ainda assim, é um bom técnico, experiente e com liderança. Enfim, ele é capaz de recuperar o Náutico.

A chegada do novo treinador, entretanto, coloca o atual elenco do Náutico em xeque. E sabem por quê? Se os jogadores passarem a atuar bem, vencendo as próximas partidas, estará confirmada a minha tese. Caso contrário, se prosseguirem a maré de derrotas, estará claro que Márcio Bittencourt nada mais fazia do que ser sincero e cobrar providências - sobretudo, contratações - ao analisar a qualidade deste grupo de jogadores. Só o tempo dirá quem estava correto. Ele sim é o senhor de todas as coisas. De seu julgamento ninguém escapa.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 17h34 [] [envie esta mensagem] []






Livro que destaca o Clássico dos Clássicos será lançado sexta-feira

Recebo com alegria um convite ao qual pretendo atender neste dia 17, sexta-feira. Trata-se do lançamento do novo livro do trio Carlos Celso Cordeiro, Lucídio José de Oliveira e Roberto Vieira, Clássico dos Clássicos - 100 anos de História. Será no salão nobre da FPF, na Rua Dom Bosco, 871. Reúne os 50 maiores jogos entre os rivais e 50 crônicas. A apresentação é de Juca Kfouri e do meu amigo pessoal, o jornalista Celso Unzelte, ex-Placar, igualmente autor de vários livros sobre futebol. As orelhas ficaram a cargo de Valdir Appel e do cientista social Túlio Velho Barreto. Certamente, um programa imperdível para os amantes do futebol (o bom futebol).

Aliás, escrever um ou mais livros sobre futebol é um dos meus desejos ainda não realizados. Tenho, inclusive, a idéia na cabeça e o material guardado "a sete chaves" esperando a hora certa.  



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 18h38 [] [envie esta mensagem] []






Coisas que só acontecem no Náutico

Leio que Vicente, ex-lateral-esquerdo do Náutico, deixa o Coritiba para voltar à Ponte Preta, onde fez um ótimo Paulistão de 2008. Afora Júlio César, o melhor dos últimos laterais alvirrubros pela esquerda, Vicente seria uma boa opção para o Timbu. Pelo menos é mais jogador que Anderson Santana, que chegou a me enganar, e muito. Não engana mais. O carequinha Alexsandro - ou será Alessandro? - também foi um bom jogador no Náutico. Não entendo até hoje por que foi dispensado. Enquanto isso, nos Aflitos... O Náutico vem encontrando uma dificuldade seríssima nas duas laterais, para não falar dos outros setores. Não acertou, até o momento, nesses dois setores. Para se ter idéia, Galiardo, improvisado, ainda é o melhor pela direita. 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 18h21 [] [envie esta mensagem] []






A chegade de Geninho e a dispensa de Bittencourt, assim, nesta ordem

Consequência da (s) derrota (s), a contratação de Geninho e a dispensa de Márcio Bittencourt, assim mesmo, nesta ordem, por mais estranho que possa parecer. Está lá no próprio site oficial do clube. O então treinador não foi imediatamente comunicado da decisão. Soube que não era mais o comandante através da imprensa. Inadmissível. Mais um sintoma visível da desorganização interna do clube.

A propósito, soube um dia desses, que Leivinha, excelente profissional, voltou sem a anuência do então técnico.

Por mais que Márcio não tivesse contrato assinado, o correto teria sido comunicá-lo primeiro. Mas, pelo visto, o profissionalismo continua passando longe de Rosa e Silva.

Não discuto a competência de Geninho. Para mim ele fez um bom trabalho no Sport. Com um bom elenco em mãos, ele pode render o esperado. Sem isso, como - me parece - é o caso, duvido. Onde quero chegar? O Náutico precisa contratar, de preferência, qualidade. Do cotrário, não há técnico no mundo capaz de evitar o rebaixamento.

Todos estão criticando Márcio porque ele disse a verdade: o time precisa de qualidade. E precisa mesmo, isso é óbvio. A lógica dos críticos é de que isso teria desmotivado o time. Não estou certo disso. Na minha cabeça, o jogador poderia até correr mais, se esforçar mais para mostrar justamente o contrário.

 Acho que Márcio sofreu mesmo foi um boicote. Tinha de ser identificado de onde isso partiu. Acontece que o mais prático é sempre afastar o treinador. Isso vai demorar para mudar no Brasil. 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 12h11 [] [envie esta mensagem] []






AFLITOS COMO NUNCA! - Vexame contra o Palmeiras já era esperado

O Náutico não só perdeu do Palmeiras, como levou um tremendo passeio no Palestra Itália: 4x1. Um verdadeiro e esperado vexame. Eu - e, creio, qualquer um que acompanhe futebol com a mínima consciência - não tinha a menor dúvida de que isso aconteceria. A equipe do Náutico continua sendo um simulacro de time. Completamente desordenada, desorganizada e, principalmente, apática, sem vontade. Um amontoado em campo. O resultado não poderia ser outro. Ainda bem que o Santos tomou seis gols na sacola, aplicados impiedosamente pelo Vitória (BA). Esse resultado, se não diminui o impacto, desviou o foco do Timbu. Isso aliado ao fato de que o debacle se deu ainda no sábado.

Diante do exposto não adianta nem entrar em mais detalhes sobre a produção alvirrubra, visto que, na minha humilde e sincera opinião, o Náutico não produziu "N - A - D - A" que prestasse nessa partida, nada digno de nota. Nem o gol de Márcio Barros, o primeiro dele e também uma "novidade" após seis partidas na seca, servem de alento. Afinal, se a bola não tivesse resvalado em um palmeirense, provavelmente Marcos teria feito a defesa.

A cada rodada, o rebaixamento fica mais próximo, principalmente por causa do estado de inércia da atual direção do clube, o que tem sido o terreno onde a incompetência encontra adubo, fertilizante. Indispensável dizer qual é uma das matérias-primas mais comuns neste tipo de produto. É essa mesmo que todos vocês imaginaram. Ela fede e muito!

Já são 11 gols negativos de saldo e a 19ª colocação - justíssima, diga-se de passagem - para tamanha incompetência e amadorismo. Quem sofre, como sempre, é a apaixonada torcida. Desse jeito, o apelido de "CAVALO PARAGUAIO", dado por André Rizek e que causou tanta revolta, está até "bondoso demais" diante do que vimos até aqui. Haja mediocridade...

FICHA

Local: Estádio do Parque Antártica, em São Paulo (SP) Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (SC). Assistentes: Claudemir Maffessoni (SC) e Marcos Antonio Collodetti (ES). Gols: Maurício Ramos, aos 7, e Willians, aos 28 minutos do primeiro tempo. Armero, aos 27, e Pierre, aos 39 minutos do segundo tempo. Márcio Barros, aos 20 minutos do segundo tempo, para o Náutico. Cartões amarelos: Willians, Jumar e Obina (Palmeiras). Juliano e Anderson Santana (Náutico). Cartões amarelos: Willians, Jumar e Obina (Palmeiras). Juliano e Anderson Santana (Náutico). Renda: R$ 267.356,24. Público: 7.800 (total)

PALMEIRAS: Marcos; Wendel, Danilo, Maurício Ramos (Marcão) e Pablo Armero; Pierre, Souza (Jumar), Cleiton Xavier e Diego Souza; Willians (Deyvid Sacconi) e Obina. Técnico: Jorginho (interino)

NÁUTICO: Eduardo; Vagner, Gladstone e Galiardo; Douglas Maia, Dudu Araxá (Juliano), Nilson, Aílton (Kuki) e Anderson Santana (Márcio Barros); Carlinhos Bala e Gilmar. Técnico: Márcio Bittencourt

 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 11h33 [] [envie esta mensagem] []






CALMA! - Santa Cruz inicia bem Série D, mas convém segurar empolgação

O Santa Cruz ganhou, e bem, do CSA, em sua estreia no Brasileiro da Série D. Os tricolores aplicaram um inapelável 3x0 no adversário dentro do Estádio Rei Pelé, em Maceió, com destaque para a atuação de Thiago Laranjeira, que, infelizmente, se contundiu. Convém mencionar também a presença maciça da torcida coral, que nunca deixa o time na mão. desta vez, cerca de 4 mil torcedores foram acompanhar a Cobra Coral na Terra dos Marechais. A derrota imposta ao Azulino foi tão séria que deixou, inclusive, sequelas: o técnico Freitas Nascimento deixou a equipe, por estar acertando o seu retorno ao Campinense (PB).

Tudo bem que o Tricolor venceu, jogando bem, convencendo. Melhor impossível. Eu mesmo já tinha cantado esta pedra na Resenha Bola no Ar, da Rádio Universitária AM. Apostei num 2x1 para a Cobra Coral. Ou seja, o time se saiu melhor que a encomenda. Mais ainda pela distribuição dos gols, entre Juninho, Reinaldo e Neto Maranhão.

Depois do primeiro gol, marcado por Juninho, o goleiro Gustavo se redimiu da péssima performance no amistoso contra o Treze, ao defender uma cobrança de pênalti e o rebote, ambos de Júnior Amorim, velho conhecido da torcida pernambucana.

O problema está em querer promover automaticamente o Santa Cruz a candidato absoluto ao título da competição. Não é por aí. Isso será fruto de um processo que terá de ser construído aos poucos, com os pés no chão e reconhecendo as limitações. Eu acho que é plenamente possível sonhar com isso. Afinal, para o padrão dos adversários, o Tricolor tem um bom time, é comandado por um ex-jogador - Sérgio China - que conhece, principalmente, o futebol da região e a torcida tem feito a sua parte. Só acho prudente que haja um pouco de cautela por parte dos mais otimistas. Porém, o caminho está correto. Disso não há dúvida.

FICHA

CSA: Jefferson; Jorginho, Tiago Messias, Selmo e Fábio; Fábio Gaúcho, Kim, Gustavo (Marcílio) e Nem; Eltinho (serginho Baiano) e Júnior Amorim (Fágner). Técnico: Freitas Nascimento.

Santa Cruz: Gustavo; Parral (Franklin), Alex Xavier, Leandro Camilo e Marquinhos; Anderson, Alexandre Oliveira, Juninho e Marcos Mendes; Reinaldo (Gilberto) e Thiago Laranjeira (Neto Maranhão). Técnico: Sérgio China.

Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL). Árbitro: Gleidson Santos Oliveira (BA). Assistentes: Wladson Silva de Oliveira e Julian Ferino dos Santos (AL). Gols: Juninho, aos 13 minutos do 1º; Reinaldo, aos 30 minutos do 1º, Neto Maranhão, aos 9 do 2º, após uma falha do goleiro Jefferson. Cartões amarelos: Alex Xavier - 19min (1T) e Anderson - 34min (2T)do Santa Cru; Thiago Messias - 43min (1T), Fábio Gaúcho - 44min (1T) e Fábio - 08min (2T), do CSA. Renda: R$ 95.340,00 Público: 7.836 (total).
 

 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 10h42 [] [envie esta mensagem] []






FREGUESIA - Já o Náutico não pode topar com um time gaúcho...

Foi a terceira vez que o Náutico viu esse mesmo filme em 2009. É só encontrar o Inter, cantado em prosa e verso como um dos melhores times do país, que o Timbu se entrega. No último final de semana o enredo batido voltou a acontecer. Quem agradeceu foi Nilmar, autor dos dois gols da vitória colorada, por 2x0, sobre o adversário. Aliás, com o Grêmio acontece coisa idêntica, para tocar numa das maiores, senão a maior das feridas alvirrubras. O resultado prático foi a permanência na zona de rebaixamento da Série A.

O mais incrível da partida é que o Alvirrubro conseguiu segurar bem o Inter no primeiro tempo, que terminou 0x0. O Inter poderia ter inaugurado a contagem, quando da marcação de um pênalti. Porém, Eduardo estava atento e fez uma ótima defesa, salvando a pátria momentaneamente na cobrança de D'Alessandro. O Náutico voltou para a etapa final com o seguinte propósito: tentar vencer a partida. Modificações foram feitas, dentre as quais a entrada do habilidoso meia Aílton. Tite também mexeu em seu equipe. Entraram Andrezinho, que logo tratou de se entender com Nilmar, Alexsandro (velho conhecido por aqui) e Bolaños, que terminou entrando na vaga do próprio Nilmar, já para garantir o placar, àquela altura.

Aos 25 do segundo tempo, Andrezinho cobrou um escanteio e, numa falha de marcação da defensiva timbu, a bola sobrou limpa para Nilmar, que só teve a frieza necessária para deslocar Eduardo. Perdendo a partida, o Náutico se complicou ainda mais, após a expulsão de Asprilla.

Com um homem a mais em campo ficou mais fácil para o Internacional administrar o resultado. Aos 31, novamente Andrezinho achou Nilmar, em posição duvidosa, visto que voltava de um impedimento. O atacante da Seleção teve a frieza que lhe é peculiar para dominar e colocar a bola fora do alcance de Eduardo: 2x0.

FICHA


Náutico:
Eduardo; Juliano (Márcio Barros), Vágner, Asprilla e Anderson Santana; Galiardo, Johnny (Eduardo Eré), Nílson e Carlinhos Bala; Anderson Lessa (Aílton) e Gilmar. Técnico: Márcio Bittencourt.

Internacional: Lauro; Bolívar, Índio, Danny Morais e Kleber; Glaydson, Guiñazu, Magrão e D’Alessandro (Andrezinho); Taison (Alexsandro) e Nilmar (Bolaños). Técnico: Tite.

Local: Aflitos, no Recife. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ). Assistentes: Marcelo Braz Mariano (RJ) e Lorival Cândido das Flores (RN). Cartões amarelos: Galiardo, Johnny, Eduardo Eré, do Náutico. Danny Morais e Nilmar, do Internacional. Expulsão: Asprilla. Público: 12.292 (total). Renda: R$ 35.720,00.  

  

 

 

 

 

 

 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h53 [] [envie esta mensagem] []






VILA BELMIRO - Sport reclama, reclama, mas esquece de jogar futebol

O Sport passou a semana reclamando da arbitragem, depois da derrota para o Santos, por 1x0, na Vila Belmiro, com um gol ao apagar das luzes. A polêmica surgiu do lance do gol, que na visão dos dirigentes rubro-negros estaria ilegal por impedimento. Neymar, que deu o passe para Paulo Henrique, autor do gol, teria recebido a bola quando estava adiantado. Mas o fato é: o que Leão produziu ao enfrentar o Peixe foi muito pouco para estar "gritando" assim. O time dirigido por Emerson Leão tem de melhorar, e muito.

No primeiro tempo, por exemplo, os donos da casa lideraram as ações. O Rubro-Negro só foi dar o ar da graça aos 26 minutos num passe de Elder Granja para Wéldon, que obrigou o goleiro Douglas a fazer uma grande defesa. Aos 36, Kléber Pereira, o referencial de perigo santista, ficou de frente com Magrão, mas chegou atrasado na bola.

A expulsão de Wéldon, aos 14 da etapa final, complicou de vez a vida do Sport. O santos tratou de explorar a vantagem e, não fosse Magrão, com uma bela defesa, teria aberto a contagem num chute de Paulo Henrique. Aos 28, a única chance boa de gol do time pernambucano: Hugo lançou Fabiano, mas este concluiu com um chute fraco.

Aos 42 veio o lance capital, Neymar, em condição duvidosa, lançou para Paulo Henrique e este colocou no fundo das redes da meta defendida por Magrão.

FICHA

Santos: Douglas, Wagner Diniz, Domingos (Molina), Fabão e Léo (Roni); Roberto Brum, Rodrigo Souto, Paulo Henrique, Madson; Róbson (Neymar) e Kléber Pereira. Técnico: Vagner Mancini.

Sport: Magrão; César, Igor e Durval; Élder Granja, Hamilton, Sandro Goiano, Fabiano, Hugo (Vandinho) e Dutra; Weldon. Técnico: Emerson Leão.

Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Alicio Pena Júnior (Especial-MG). Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Jair Albano Felix (MG).(Sport). Cartões amarelos: Dutra, Ígor e Hamilton, Roberto Brum, Léo, Neymar. Expulsão: Wéldon. Renda e público: não-divulgados. 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 17h29 [] [envie esta mensagem] []






Muricy esnoba proposta do Palmeiras

Muricy Ramalho esnobou a proposta do Palmeiras, que demitiu Luxemburgo. Vai ver que o técnico, que foi bicampeão em Pernambuco e é tri-nacional (no São Paulo), não considera o Verdão um clube estável e estruturado suficientemente para ele desenvolver um trabalho a longo prazo. Isso porque em seus dois últimos empregos ele desfrutou de uma estabilidade bem interessante. Se foi esse o motivo, acho que ele agiu corretamente. Só há três clubes no Brasil capazes de oferecer um ambiente como este: o próprio São Paulo, o Inter e o Cruzeiro. Em dois deles, Muricy já trabalhou. Estaria ele esperando a queda de Adilson Batista? Ou de Tite? Vamos aguardar, não é mesmo?



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h57 [] [envie esta mensagem] []






As contratações da semana em Pernambuco

As contratações da semana, no futebol pernambucano, não me impressionaram em absolutamente nada. O Sport, cujo ataque não funciona, resolveu apostar no boliviano Juan Arce. Esteve no Corinthians e não mostrou nada de mais.

O Náutico, que atualmente é o clube com maior necessidade de reforços, trouxe Diogo Araxá e Douglas, dois desconhecidos sem maior impacto junto à torcida. Ainda se falou no volante Maycon, do Internacional. O jogador chegou a ser liberado para o Timbu, mas informou que ninguém entrou em contato com ele para acertar as bases contratuais. Coisas do Náutico. Vamos aguardar.

O Santa Cruz, trouxe mais um meia, Rossini, com passagem pelo Santos. É mais um armador para ser opção, com a contusão séria do garoto Thiago Laranjeira. A propósito, boa recuperação para este talentoso jovem, que não foi valorizado nos Aflitos.  



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h48 [] [envie esta mensagem] []






Inter, em queda livre, perde Recopa para a LDU

Já o Inter - quem diria? - perdeu outra vez para a LDU, em Quito, dseta vez, por 3x0, e viu o título da Recopa ficar nas mãos, com extrema justiça, dos equatorianos. O curioso é que o Colorado, até bem pouco tempo atrás, era apontado por nove em cada dez jornalistas como a melhor equipe do Brasil na atualidade. Já a LDU não estava mais com aquele cartaz todo, sobretudo após ter perdido duas vezes do Sport, em ambas as vezes em que os times se encontraram na Libertadores. Porém, é preciso dizer que foi claramente superior ao clube brasileiro nas duas partidas finais. Isso eu posso dizer, mesmo porque assisti aos dois jogos. O resultado seviu para mostrar como o futebol é dinâmico, não é mesmo? Uma equipe que tem os valores individuais como a equipe gaúcha possui - como Guiñazu, Nilmar, Taison e D'Alessandro, entre outros - deve estar atravessando algum problema interno grave. Algo que não foi noticiado, não chegou ao conhecimento do público. Só isso justificaria uma queda de produção tão vertiginosa. Indispensável dizer que Tite está a perigo.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h28 [] [envie esta mensagem] []






LIBERTADORES - Cruzeiro empata e decide em casa

O Cruzeiro, este mesmo que citei no último post, conseguiu um excelente resultado na primeira partida contra o Estudiantes, em La Plata, Argentina. O time estrelado empatou, em 0x0, a primeira partida e agora irá decidir dentro do Mineirão, nesta quarta-feira. A partida foi marcada de expectativa por conta da gripe H1N1 (gripe suína), que tem assolado aquele país.

Verón, esperança dos argentinos, não reeditou suas grandes apresentações. Ainda assim ele foi a maior figura de sua equipe. Já os mineiros chegaram ao resultado graças às grandes defesas praticadas por Fábio, que estava inspirado. Já Kléber perdeu uma chance incrível de fazer o gol da vitória. Ele esteve de frente para o gol, sem marcação, mas "conseguiu" mandar para fora.

Os jogadores do time mineiro saíram de campo falando que o resultado foi muito bem e que estão confiantes em garantir a taça na partida de volta, em Belo Horizonte. Vamos aguardar. A grande verdade é que times argentinos não se entregam nunca, embora a vantagem cruzeirense seja enorme diante do resultado obtido.

FICHA

Local: Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata, Argentina. Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai). Assistentes: Pablo Fandiño e Mauricio Espinosa (ambos do Uruguai). Cartões amarelos: Benítez, Schiavi, Desábato (Estudiantes); Wagner, Kléber, Gérson Magrão (Cruzeiro).

ESTUDIANTES: Andújar; Cellay, Schiavi, Desábato e Re; Braña, Pérez, Verón e Benítez (Núñez); Fernández (Salgueiro) e Boselli. Técnico: Alejandro Sabella

CRUZEIRO: Fábio; Jonathan, Anderson, Leonardo Silva e Gerson Magrão (Fabinho); Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner; Kléber e Wellington Paulista. Técnico: Adilson Batista  

 



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h14 [] [envie esta mensagem] []




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