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CARUARU - Operação contra sonegação fiscal detém presidente do Porto José Porfírio, presidente do Clube Atlético do Porto, foi detido nesta tarde de quarta-feira, em Caruaru. O motivo foi uma operação conjunta das polícias militar, civil, além do Ministério Público de Pernambuco e da Secretaria Estadual da Fazenda, com o objetivo de combater o crime de sonegação fiscal. Porfírio é comerciante do ramo de balas e doces. Quatro pessoas, ao todo, foram detidas na cidade. Escrito por Leonardo Guerreiro às 18h12
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SÉRIE D - Aos poucos, Sérgio China vai armando o Tricolor Sérgio China, a aposta econômica do Santa Cruz para substituir Márcio Bittencourt, após a recusa daquele em reduzir o salário, continua armando a equipe para a disputa da desconhecida Série D. Após a saída de alguns jogadores, como o próprio Marcelo Ramos e o zagueiro Thiago Matias, nomes que se destacaram no Estadual foram contratados. Exemplos: Fabinho Vitória (Cabense), Neto Maranhão (Petrolina), Gonçalves (Porto), Thiago Laranjeiras (Porto), Juninho (Botafogo-PB, ex-Sport). O bom Aleandro (Acadêmica Vitória), que fez oito gols na competição, ainda conversa. Alex Xavier, que já foi do Tricolor há alguns anos, também está de volta. Dos que vieram para o Estadual, Leandro Gobatto, Leandro Camilo e Pedro Henrique devem ficar. Márcio Barros e Roger Thompson são incógnitas. Tamandaré e Parral são outros que devem permanecer no Arruda. Há mais alguns bons jogadores no Estado capazes de bem servir ao Santa Cruz. É preciso buscá-los. São de baixo custo e podem ser de grande valia. Enfim, acho que o promissor China - agora tratando a imprensa com maior tato, algo indispensável - tem tudo para fazer um bom trabalho. Ele foi bem nos jogos em que comandou o Náutico, excetuando a partida contra o Central, que decretou, praticamente, a perda do campeonato. O Náutico esteve à frente duas vezes e não soube administrar o placar naquela ocasião, em Caruaru. Gostei também da contratação de Guilherme Ferreira (ex-Náutico) para o Departamento Físico. Quem perdeu foi o Náutico. É prova que o Tricolor está priorizando uma área fundamental, sobretudo neste tipo de competição. E com um bom profissional da terra. Escrito por Leonardo Guerreiro às 18h02
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SPORT - Havia um Marcos no caminho rubro-negro na Libertadores O Sport caiu, mas caiu de pé na Ilha do Retiro, na noite passada. O time rubro-negro, após a derrota por 1x0 no Palestra Itália, tinha a obrigação de pressionar o Palmeiras. E foi o que fez, por sinal, do início ao fim da partida, devolvendo o 1x0. O gol de Wilson, na jogada de Luciano Henrique, foi um alento. Porém, havia um "São Marcos" no caminho leonino. O veterano de 36 anos, pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, foi perfeito. Foi o principal responsável pelo triunfo do Verdão. Fez defesas simplesmente extraordinárias durante o jogo, a última delas num petardo disparado por Ciro, que ainda se chocou contra a trave. Mas, além disso, ele também defendeu os tiros livres de Luciano Henrique, Fumagalli e Dutra, enquanto Marcão, Danilo e Armero converteram suas cobranças. Com isso, a equipe do prepotente treinador Vanderelei Luxemburgo passou adiante na disputa. Porém, por causa de Marcos, o herói da noite. O time rubro-negro foi até onde foi possível ir. Existe justiça numa decisão por pênaltis? Óbvio que não. Para mim, não existe justiça nem mesmo nos 90 minutos de uma partida. Já vi - diversas vezes - times menos qualificados superarem equipes superiores, considerando os aspectos técnicos, táticos, etc. Acontece. Considerando a primeira fase da Libertadores 2009, quem fez melhor campanha? O Sport, responderiam prontamente. No entanto foi o Palmeiras que se classificou no duelo (mata-mata) entre ambos, após dois resultados iguais (vitória e derrota, por 1x0). Alguns estão lembrando que o time pernambucano teve chance de eliminar o paulista, na fase de grupos, mas não o fez. Pelo contrário, o reabilitou na competição. O fato é irrefutável. Portanto, repito: "justiça" é um item que não está presente em 100% dos casos no futebol. Futebol é feito de fatos concretos, da realidade "nua e crua" do que acontece em campo, descontadas algumas falhas de arbitragem que acabam interferindo, o que, no caso em questão, não houve. Lembro-me, como certamente toda a torcida rubro-negra, do gol perdido por Paulo Baier. Marcos "ofereceu" todo o lado da barra aberto e o jogador - logo ele -, contratado como o craque da temporada desperdiçou, por 60 centímetros a mais na conclusão. São os detalhes que constroem o todo. Quem iria imaginar uma cena dessas? Quem pensaria neste enredo? Não digo que o resultado se deve a isso, mas agora, passado o calor do jogo e as agressões mútuas entre Vanderlei Luxemburgo e Guilherme Beltrão, algo totalmente dispensável no contexto do futebol, diga-se de passagem, devo fazer algumas observações: Por que Nelsinho entrou com Igor na direita e no 4-4-2, ao invés de manter o tradicional (no caso rubro-negro) sistema 3-5-2? Não teria sido mais coerente manter o que vinha sendo utilizado? Por que a opção por um jogador que não estava 100% recuperado da contusão (Daniel Paulista) numa partida decisiva? Por que o Sport não deu a devida atenção à possibilidade de a decisão poder ocorrer nas cobranças da marca penal? Foi apurado e informado na TV que o Sport treinou as cobranças apenas na terça pela manhã, dia da decisão. No mais, acho que o Sport honrou o Estado de Pernambuco, pois, tal qual o Palmeiras, poderia ter passado pela "loteria dos pênaltis", o que, para mim, não mede a capacidade de ninguém. A campanha rubro-negra foi melhor que a primeira participação, em 1988. Na época, saiu na primeira fase. Ficou evidente que Marcos, mesmo tendo como oponente o ótimo Magrão, fez toda a diferença pró-Palmeiras. Foi espetacular, decisivo para o seu time. FICHA SPORT: Magrão; Igor, César e Durval; Paulo Baier (Fumagalli), Daniel Paulista (Sandro Goiano), Andrade (Moacir), Luciano Henrique e Dutra; Ciro e Wilson. Técnico: Nelsinho Batista Local: Estádio da Ilha do Retiro, no Recife (PE). Árbitro: Carlos Chandía (CHI). Assistentes: Julio Cristian (CHI) e Osvaldo Talamilla (CHI). Gol: Wilson, aos 37 do segundo tempo. Cartões amarelos: Andrade, Dutra, César (SPO); Pierre, Souza, Mozart (PAL). Expulsão: Wendel (PAL). Pênaltis: Igor (SPO); Marcão, Danilo, Armero (PAL) Escrito por Leonardo Guerreiro às 03h10
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COPA BR - Desclassificado, Náutico evita vexame maior em Porto Alegre No jogo da volta da Copa do Brasil, no Beira-Rio (Porto Alegre), o Inter também dominou o Timbu e novamente "tirou o pé do acelerador". Como poderia até perder o jogo, um simples empate já estaria de bom tamanho. Porém, o Inter já vencia, por 2x0, com apenas sete minutos. É o sintoma da fraqueza alvirrubra, tão falada e criticada por todos nós da imprensa. Novamente o Colorado, com um envolvente, rápido e eficiente toque de bola, não deu chances ao Timbu, embora o técnico Waldemar Lemos tenha dado a sua parcela de contribuição para a derrota. Ele escalou um garoto totalmente inexperiente na lateral direita e inverteu Sidny para a esquerda. Para provar que estava equivocado em sua opção, o próprio garoto foi responsável por uma falha que redundou no primeiro gol do adversário gaúcho. D'Alessandro, em perfeita cobrança de falta, ampliou. O único chute alvirrubro ao gol de Lauro no primeiro tempo foi uma falta cobrada por Daniel González, que, aliás, nada fez em campo além disso. Na fase final, já com Wellington e o bom Dinda no gramado, o Alvirrubro cresceu de produção e incomodou um pouco mais o oponente. Porém também é verdade que os gaúchos não se esforçaram tanto para ampliar o placar, estando garantido na próxima fase da Copa do Brasil e tendo a estréia do Brasileiro, contra o Corinthians. Anderson Lessa, numa das raras vezes em que o time chegou à frente, chutou para fora, após ser traído pelo gramado. Eduardo, com boas defesas, evitou que o Inter ampliasse a vantagem. Creio que, após a apresentação medíocre do Recife, quando foi completamente dominado e tomou um 3x0, o Náutico até que cumpriu a sua missão: evitar um desastre histórico no Beira-Rio. FICHA INTERNACIONAL: Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Gleidson, Magrão (Rosinei), Guiñazu (Andrezinho) e D’Alessandro; Nilmar e Taison (Alecsandro). Técnico: Tite. NÁUTICO: Eduardo; Alex (Wellington), Negretti, Gladstone e Sidny; Vágner, Johnny, Galiardo (Juliano) e Daniel Gonzáles (Dinda); Gilmar e Anderson Lessa. Técnico: Waldemar Lemos. Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Árbitro Arílson Bispo da Anunciação (BA). Assistentes: Ádson Márcio Lopes Leal e José Carlos Oliveira dos Santos (BA). Gols: Taison, a um minuto; D'Alessandro, aos sete do primeiro tempo. Cartões amarelos: Nilmar, Negretti e Alex. Público e renda: não-divulgados. Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h50
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