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COPA BR - Inter domina o Timbu e se contenta com 3x0 Acompanho futebol de forma sistemática há 26 anos. Durante esse tempo, poucas vezes vi uma equipe dominar o adversário completamente durante os 90 minutos de forma tão intensa, visível, evidente. Foi o que aconteceu na última quarta-feira, nos Aflitos, na derrota de 3x0 do Náutico para o Internacional pela terceira fase da Copa do Brasil. O Inter fez o que quis em campo e a impressão que ficou, tamanho o envolvimento do seu futebol e a postura "entregue" do Timbu, foi que só não ampliou ainda mais o placar porque, literalmente, "tirou o pé do acelerador". D'Alessandro, este com uma performance impressionante, e Nilmar fizeram tudo o que quiseram fazer em campo. O resultado, praticamente, eliminou o Alvirrubro, pois o time pernambucano teria que fazer quatro gols de diferença em Porto Alegre, algo quase impossível. Ficou provado mais uma vez que número de zagueiros não quer dizer muita coisa, nem ao menos consistência defensiva. Com o devido desconto de não contar com algumas peças importantes, impedidas de atuar, o Náutico não poderia jamais ter apresentado uma postura tão frágil em campo. O mínimo que se esperava era um time que, pelo menos, tentasse anular as jogadas do Inter, mais ou menos como foi feito na última rodada do Segundo Turno do Estadual, no empate contra o Sport. Aí, era explorar os contragolpes, com Gilmar e Anderson Lessa, mais uma vez preterido por Adriano Magrão, que nada de útil fez em campo. Creio que Waldemar Lemos errou na escalação inicial. Pior ainda. Continuou equivocado ao fazer as mudanças no intervalo da partida. O treinador, com o devido respeito, deve ter feito uso de algum remédio de tarja preta antes das entrevistas: disse que o time "jogou bem" contra os gaúchos. Afora isso, limitou-se a reconhecer a superioridade do adversário. É muito pouco. Bem, onde quero chegar? Eu, como boa parte da imprensa e da própria torcida do Náutico, fomos ao jogo conscientes das dificuldades enormes que o time pernambucano teria pela frente, aliás, não só pela qualidade adversária, mas fruto de suas próprias limitações demonstradas no Estadual 2009. Inadmissível foi a postura do time em campo: dominado, acuado, sem atitude. Péssimo! Esperava-se uma reação na etapa final, que também não veio. Então, no final das contas, ficou aquela sensação de que algo muito errado acontece nos bastidores do clube. Por exemplo: por que Daniel "Chucky" Gonzáles não joga? Toda a torcida indaga isso e não há uma resposta clara, a não ser a evasiva do próprio técnico. Carlinhos Bala está numa fase horrível - improvisado como meia, é verdade -, mas, mesmo assim, permanece como titular. Por quê? Escala-se pelo salário? Não seria mais coerente reajustar Gilmar? Não é quem ele quem resolve e tem levado o time nas costas? Diante das circunstâncias, a Copa do Brasil é passado. Vai aparecer quem diga que o futebol é imprevisível, mas, em sã consciência: quem acredita que o Timbu, ao menos, empate em Porto Alegre? Então, a preocupação e prioridade número um agora deve ser evitar o pior no Brasileiro da Série A. Com a equipe atual, mesmo com todos os jogadores à disposição, o Náutico entrará rapidamente na zona da degola e dificilmente sairá dela. Será o "Ipatinga" de 2009. Há tempo de tentar consertar. FICHA NÁUTICO: Eduardo, Gladstone, Negretti e Asprilla, Sidny, Vágner, Juliano (Thiaguinho), Bala e Wellington (Anderson Lessa), Gilmar e Adriano Magrão (Kuki). Técnico: Waldemar Lemos. INTERNACIONAL: Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Gleidson, Magrão, Guiñazu e D’Alessandro (Andrezinho); Nilmar (Alecsandro) e Taison (Marcelo Cordeiro). Técnico: Tite. Local: Aflitos, no Recife. Árbitro: Guilherme Cereta de Lima (SP). Assistentes: Márcio Luiz Augusto e Vicente Romano Neto (SP). Gols: Nilmar, aos 33 do primeiro tempo. Taison, aos seis; Marcelo Cordeiro, aos 38 do segundo. Cartões amarelos: Juliano, Carlinhos Bala, Gladstone e Bolívar. Público: 10.050 (total). Renda: R$ 158.210,00. Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h55
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Incoerência marca o planejamento tricolor A atitude da diretoria do Santa Cruz em sequer conversar com Thiago Matias e Marcelo Ramos para que ambos permanecessem no restante de 2009 revela uma falta de coerência muito grande. Ora, se ambos não se encaixavam no orçamento anual - aliás, o próprio presidente FBC havia dito que as receitas seriam de R$ 500 mil/mês só para o futebol profissional - por que foram contratados para a temporada? Vão para o Ipatinga (MG). Perde o clube, ao ter de abrir mão de dois jogadores que, na opinião unânime da imprensa e da torcida, eram imprescindíveis para a Série D. Tanto que foram os únicos escolhidos na seleção eleita pela TV que detém os direitos de transmissão do Estadual. A realidade tricolor começa a não corresponder às promessas de campanha. É uma contradição que merece ser exposta.
Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h29
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