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O vai-vém dos Aflitos O Náutico perdeu um bom jogador: o volante Nunes. Quando foi acionado, não decepcionou. Paciência. Ele mesmo pediu para sair. Não era de se esperar algo diferente, pois no jogo decisivo, contra o Sport, Vágner jogou improvisado, mas Nunes sequer foi lembrado. Antes dele, já havia saído Ângelo, aquele lateral que estava com medo de estrear. Alguém duvida que Somália vai entrar nesta lista? Puxa vida, o cara não jogou duas partidas completas com a camisa alvirrubra. E não é só ele. Tem mais gente...que, com certeza, terá o mesmo destino. Fala-se que o zagueiro Adriano, aquele mesmo do ano passado, poderá voltar aos Aflitos. Circulou nos bastidores igualmente o nome de Marcão, ex-volante do Fluminense. JOGO Com a vantagem de poder empatar, por até 1x1, o Náutico enfrenta o Criciúma nesta quinta-feira à noite, nos Aflitos, pela Copa do Brasil. O técnico Waldemar Lemos manterá o esquema e a formação que enfrentou o Sport no último domingo. Mudança mesmo só na lateral esquerda, na qual Jonnhy atuará improvisado. Assim, Wellington, que para mim não comprometeu quando utilizado, vai para o banco de suplentes. Escrito por Leonardo Guerreiro às 03h07
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LIBERTADORES - No embalo do tetra, Sport bate Colo Colo e se classifica Após um primeiro tempo pobre em criatividade, o Sport saiu atrás no placar, mas virou e venceu o Colo Colo, por 2x1, na noite passada, na Ilha do Retiro, garantindo vaga nas oitavas-de-final da Libertadores. O gols foram marcados Rodrigo Millar, para o Cacique, Moacir e Vandinho, para o Leão. O time leonino, no embalo da conquista do tetra estadual, agora ocupa a liderança do grupo, considerado o mais difícil da primeira fase da competição. A fase inicial foi confusa para ambos os lados. A marcação sobressaiu em detrimento da criatividade. O Sport não trabalhou a bola como deveria no meio-de-campo, talvez por conta da má partida de Paulo Baier. Assim, a melhor chance para o Rubro-Negro terminou sendo uma bola em que Ciro recebeu de Daniel Paulista e tentou marcar de calcanhar, aos 21. Num dado momento da fase inicial, os chilenos deixaram apenas o artilheiro Lucas Barrios à frente. No segundo tempo, Nelsinho tentou dar mais mobilidade ao time, entrando com Fumagalli na vaga de Ciro. Funcionou. Mas a equipe só deslanchou mesmo a partir da entrada em campo do meia-atacante Luciano Henrique. Ele entrou tão inspiradon que parecia estar em todas as jogadas, fossem defensivas - ajudando os companheiros - ou ofensivas. Curiosamente, quem abriu o placar foi Millar, aproveitando um passes de Barrios. Ele chutou na diagonal, rasteiro e Magrão ainda triscou nela, antes que se chocasse na trave e entrasse: 1x0. Para mim, o goleiro rubro-negro falhou no lance, aos 4 minutos da fase final. Dez minutos depois veio o empate. Dutra fez uma boa jogada pela esquerda e a bola sobrou para Fumagalli, que rolou para Hamilton, que chegava de trás e soltou um verdadeiro "limão". A bola chocou-se contra o poste e lá estava Moacir para completar, com frieza, igualando o marcador. Após o lance, Hamilton deixou o gramado, queixando-se de dores. Luciano Henrique foi o substituto. Aos 28 minutos, Luciano Henrique recebeu na esquerda, invadiu a área e girou para cima de Jara, antes de tocar para a pequena área, onde Vandinho acompanhava o lance e apenas triscou a bola com o pé, o suficiente para enganar o bom goleiro adversário, Muñoz. Era a virada. Daí por diante era apenas administrar e foi o que os rubro-negros fizeram, esperando uma chance de ampliar. O goleiro ainda tirou uma bola quase em cima da linha. O Sport está classificado para a alegria da torcida. FICHA SPORT: Magrão; Igor, César e Durval; Moacir, Hamilton (Luciano Henrique), Daniel Paulista, Paulo Baier (Guto) e Dutra; Ciro (Fumagalli) e Vandinho. Técnico: Nelsinho Batista. COLO COLO: Muñoz; Figueiroa, Mena, Jara e Salcedo; Meléndez (González), Cabrera (Carranza), Rodrigo Millar e Torres; Lucas Barrios e Cereceda (Caroca). Técnico: Gualberto Jara. Local: Ilha do Retiro, no Recife. Árbitro: Hector Baldassi (Argentina). Assistentes: Hernán Maidana e Horácio Herrero (Argentina). Gols: Rodrigo Millar, aos quatro; Moacir, aos 14; e Vandinho, aos 29 do segundo tempo. Cartões amarelos: Dutra, Rodrigo Millar, Gonzalez e Melendez. Público: 20.050 (total). Renda: não divulgada. Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h47
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TÍTULO - Náutico não segura e Sport, incontestável, conquista o tetra Ao empatar com o Náutico, por 0x0, no último domingo, o Sport conquistou o segundo tetracampeonato pernambucano de sua história. O primeiro foi em 1999, antes do penta, em 2000. O Rubro-Negro chegou ao título de forma direta - conquistou os dois turnos da competição -, invicto e com doze pontos de vantagem sobre o vice-campeão, o Náutico. Foram, ao todo, 19 vitórias e três empates. É muito difícil contestar um feito obtido com tantos méritos. Para o Leão, o caminho para o título foi pavimentado ao longo dos 22 jogos do Pernambucano. Já a derrota de seus dois principais concorrentes ao título não ocorreu na última rodada. O Santa Cruz, após renascer das cinzas, na minha visão, não tinha qualquer obrigação de ser campeão estadual. Seu principal objetivo é o acesso no Brasileiro. Fez uma campanha bastante irregular e terminou comemorando apenas o terceiro lugar, além de ter saído com o artilheiro, Marcelo Ramos. Quanto ao Náutico, que - pelo volume de contratações - o time alvirrubro se apresentou como o principal rival do Sport. Porém, a equipe empatou vários jogos com times intermediários, em seus próprios domínios, no Primeiro Turno. Um desempenho pífio, que apenas facilitou a vida do Sport. No Segundo Turno, quando cresceu de produção, vacilou em dois jogos fundamentais - contra o Central e o Petrolina - e por isso não tirou proveito de uma ligeira queda de nível do time da Ilha do Retiro, que fez três partidas lastimáveis, embora, ainda assim, tenha conseguido duas vitórias e um empate. JOGO Os cinco zagueiros escalados pelo técnico Waldemar Lemos não fizeram do Náutico, ao contrário do que muita gente poderia pensar, um time defensivo. Aliás, seria uma burrice tremenda mandar o time a campo com essa postura. Afinal, só a vitória interessava ao Timbu. E o Náutico foi em busca do resultado que lhe convinha com toda determinação, pressionando o rival durante boa parte dos 90 minutos. O problema é que o Timbu esbarrou no que o Sport tem de melhor: sua sólida estrutura defensiva. Como o empate já lhe bastava para o título, o plano traçado pelo técnico Nelsinho Batista para o Sport se concentrou em armar seu time bem postado na defesa. Funcionou. Apesar de o Náutico ter apresentado um grande volume de jogo, não conseguir finalizar de maneira correta e, consequentemente, não deu muito trabalho ao goleiro Magrão. Adriano Magrão foi peça nula, Gilmar não reeditou as ótimas apresentações do campeonato, enquanto Carlinhos Bala bem que se esforçou, apesar da falta de objetividade. Definitivamente, não é o mesmo jogador e não justificou a sua caríssima contratação. Quem brilhou como elemento surpresa foi o zagueiro Galiardo, que se soubesse finalizar melhor, teria aberto a contagem ainda no primeiro tempo. No meio-campo, Derley e Vágner desarmavam com eficiência. O zagueiro Gladstone também se destacou em dois lances: um negativo e outro positivo. Deu um chute da intermediária que assustou Magrão, mas entregou uma bola que quase originou um gol do Sport, numa cabeçada de Wilson, pelo lado de fora da rede. Pelo lado do Sport, a eficiência coube a Hamilton, perfeito na marcação, mesmo voltando de um período de duas semanas de inatividade. O trio de zaga falhou algumas vezes, mas logo voltou a mostrar a já conhecida segurança. Paulo Baier não conseguiu criar na fase incial, mas foi muito útil na segunda etapa, cadenciando o jogo e prendendo a bola. O ataque do Sport, antes e depois das modificações, foi inoperante. A exceção foi num chute de Ciro em que Eduardo fez grande defesa. Após as modificações de Lemos (entradas de Lessa, Daniel Gonzáles e Kuki), que, por sinal, não surtiram o efeito desejado, o Sport tratou de administrar o empate até fim da partida, escapando em alguns contragolpes. Deu certo. Após o apito de Heber Roberto Lopes, que deixou de marcar pelo menos um pênalti para cada lado e compactuou com um impedimento marcado erroneamente (de Wilson), além de ter economizado equivocadamente cartões, iniciou-se uma grande comemoração dos jogadores e comissão técnica, junto com a pequena parcela da torcida rubro-negra presente nos Aflitos e alguns dirigentes. E o cazá-cazá ecoou lá pelas bandas de Rosa e Silva. FICHA NÁUTICO: Eduardo; Gladstone, Vágner, Negretti e Asprilla; Galiardo (Kuki), Derley, Carlinhos Bala e Wellington (Daniel Gonzáles); Gilmar e Adriano Magrão (Anderson Lessa). Técnico: Waldemar Lemos. SPORT: Magrão; Igor, César e Durval; Moacir, Hamilton, Daniel Paulista (Andrade), Paulo Baier e Dutra; Wílson e Vandinho (Ciro). Técnico: Nelsinho Batista. Local: Aflitos. Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa/PR). Assistentes: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Pedro Wanderley (PE). Cartões amarelos: Derley, Wilson e Dutra. Renda: R$ 103.505,00. Público: 18.759 (total). Preliminar: Náutico 1x0 Sport (final de juniores) Escrito por Leonardo Guerreiro às 11h27
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