BLOG DO GUERREIRO


GILENO DE CARLI - Náutico ganha, mas não convence ninguém

O Náutico venceu a Cabense, por 4x1, no Gileno de Carli, no Cabo de Santo Agostinho, em sua estreia no Segundo Turno, na última quarta-feira. Mas, sinceramente, não me convenceu. Pelo tempo que ficou parado, apenas se preparando, eu esperava por um futebol melhor do Alvirrubro. É óbvio que o resultado foi importante em termos da classificação do Segundo Turno. Mas placar não é tudo. Esperava-se um melhor padrão de jogo em relação ao demonstrado na primeira metade da competição, o que não aconteceu.

As falhas prosseguem nas laterais e na ligação do meio-de-campo com o ataque. Vê-se muita ligação direta no Timbu. De bom, a estreia do voluntarioso zagueiro Asprilla. A arbitragem de Antônio Hora foi um capítulo à parte. Deixou de anotar um pênalti escandaloso e apitou outro em lance duvidoso, a favor do Náutico, em suposta infração cometida em Juliano. Esse lance, a propósito, originou o gol da virada timbu, marcado justamente em uma cobrança de pênalti.

Pode-se dizer até que a Cabense foi melhor que o Náutico no primeiro tempo, tendo rondado mais a área alvirrubra. O problema é que o poderio de finalização do alviazulino é pequeno. Assim, mesmo sem merecimento pelo que produzia em campo, o Náutico conseguiu abrir o marcador. Carlinhos cruzou para Gilmar, aos 25 minutos, e o atacante acertou o canto do goleiro Ibson, ao cabecear para o chão.

Depois de ter equilibrado o jogo, acertando a marcação, o Náutico voltou a cometer as mesmas falhas no início da segunda etapa, quando permitiu que a Cabense tivesse mais posse de bola. O resultado foi que, aos 17 minutos, Felipe cruzou, a defensiva alvirrubra falhou- inclusive num erro grotesco de Nunes - e a bola sobrou limpa para Eduardo girar e fuzilar a meta defendida por seu xará: 1x1.

Na sequência, Carlinhos cruzou e Adriano completou à queima-roupa, com Ibson fazendo grande defesa. O lance seguinte foi decisivo para os rumos da partida. Juliano recebeu na área e foi saindo dela em diagonal, quando recebeu uma carga faltosa: pênalti. A polêmica é se o atleta da Cabense - Alexandre - atingiu ou não só a bola. Sinceramente, eu concordei com a marcação. Há quem discorde de mim. Carlinhos Bala cobrou e converteu, fazendo 2x1.

Depois disso, o Náutico ampliou a vantagem em outros dois lances. No primeiro, Dinda - garoto que sempre entra bem no time - cruzou e Adriano Magrão, que já tinha perdido outras boas chances, não perdoou, tirando do goleiro: 3x1. No fechamento da goleada, Bala fez grande jogada e deu um verdadeiro presente para Gilmar, que só empurrou para o gol vazio da Cabense.

Em resumo, valeu para o Náutico pela vitória. Agora, bom futebol o "Timba" ainda está devendo.

FICHA

CABENSE: Ibson; Evanílson, Leo Gama, Novito (Leo Batista) e Alexandre; Fabinho (Márcio Machado), Aílton, Coringa e Cléber Pereira; Eduardo e Fabinho Recife (Felipe). Técnico: Rogério Zimmerman.

NÁUTICO: Eduardo; Ângelo (Dinda), Vágner (Onildo), Asprilla e Carlinhos; Nunes, Davi, Juliano e Carlinhos Bala; Gilmar e Adriano Magrão (Diego Bispo). Técnico: Roberto Fernandes.

Local: Gileno de Carli, no Cabo de Santo Agostinho. Árbitro: Antônio Hora Filho (SE). Assistentes: Erich Bandeira e Ricardo Menezes. Gols: Gilmar, aos 25 do primeiro, Eduardo, aos 17; Carlinhos Bala, aos 30; Adriano Magrão, aos 34; Gilmar, aos 42 do segundo. Cartões amarelos: Leo Gama, Fabinho, Alexandre, Cléber Pereira, Davi, Onildo, Asprilla e Juliano. Renda e público: não-divulgados.



 Escrito por Leonardo Guerreiro às 02h49 [] [envie esta mensagem] []




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